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Aracruz Celulose Criminaliza Ativistas da Rede Alerta Contra o Deserto Verde
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Companheiras e companheiros,
 
É de nosso conhecimento que o Poder Judiciário vem sendo utilizado com freqüência na criminalização dos ativistas dos movimentos sociais e seus apoiadores, na tentativa de constrangê-los e imobilizá-los política e socialmente.
 
A multinacional Aracruz Celulose, aproveitando-se de seu poderio econômico, tem abusado desse instrumento na tentativa de desmobilizar aqueles que “ousam” se contrapor a sua lógica perversa de desenvolvimento.  
 
O pastor Emil Schubert, o sindicalista Luiz Alberto (Betão), a professora Elza  e a radialista Ligia Sancio, foram eleitos alvos da empresa. Contra eles move um processo judicial, classificado de Interdito Proibitório, no qual impõe que indenizem a empresa por danos morais e físicos se não cessarem as manifestações políticas. Resumidamente, estão tentando nos impedir – por meio de uma medida judicial - de expressar nossa posição política quanto às práticas irresponsáveis desta empresa.
 
Em outubro de 2005, quando os índios Tupinikim e Guarani – depois de esgotarem todos os mecanismos “burocráticos” de reivindicação dos 11.009 hectares que lhe são de direito - ocuparam a fábrica da Aracruz Celulose, estivemos presentes para testemunhar/fiscalizar a reação do Estado brasileiro, que em muitas vezes se deu de forma violenta. Como exemplo, citamos a ação violenta da Polícia Federal, que apenas 2 meses depois (janeiro de 2006), destruiu 2 aldeias e feriu 13 índios covardemente. A ação foi condenada pela OEA e por diversos organismos internacionais.  
 
Anteontem, (segunda-feira, 16/07), cerca de 2 anos depois, Ligia procurada por um oficial de justiça, em minha casa, que trazendo uma Precatória de Aracruz, avisou-me de um prazo de apenas 15 dias para apresentação da minha defesa.  Isto significa que, a partir de hoje, tenho 13 dias para encontrar um advogado que elabore minha defesa, pela qual serei julgada na Vara de Vitória, para onde o caso foi transferido.
 
Ligia foi a primeira a ser notificada, porém, as pessoas supracitadas também receberão a precatória e terão que cumprir este mesmo prazo de 15 dias. 
 
Portanto, não será somente o pastor Emil, o sindicalista Betão, a professora “Elza de tal” e a radialista Lígia que estarão respondendo a esse processo, mas sim tod@s da Rede Alerta Contra o Deserto Verde.
 
Por isso, neste momento, os ativistas contam com a solidariedade d@s companheir@s da Rede, no sentido de fazer sugestões e indicar advogad@s que possam assumir a nossa defesa, de forma que tal fato não se torne um empecilho na luta da Rede Alerta pela verdadeira justiça.
 
O prazo para a defesa é de 13 dias, a partir de hoje, quarta-feira, portanto, conto com @s companheir@s para que enviem sugestões o mais breve possível.
 
Brigada Indígena
Rede Alerta Contra o Deserto Verde 

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