Estava
pensando em escrever algo sobre uma introdução ao
anarquismo quando encontrei estes textos em uma pagina..... Resolvi
traduzi-lo pois, na internet, são poucas as
informações sobre o anarquismo em português. Muitas
idéias não refletem exatamente as do tradutor, somente de
um modo geral. Este é um bom texto, pois mostra como um pais
aparentemente tão diferente, a Irlanda, como muitos outros,
há tantas realidades parecidas com as nossas. Boa leitura e
ação!.
O Que é o Anarquismo (Anarquistas São Contra o Caos.)
Eleições: Números Postos Num Papel
Pode o Anarquismo Passar pelo Parlamento?
Quando você
ouve falar dos anarquistas,
você logo é conduzido a acreditar que nós somos
bombardeiros furiosos. Qualquer grupo que solta uma bomba é
imediatamente chamado 'anarquista', não importando se eles
são nacionalistas, socialistas ou fascistas. O mito criado
é que nós acreditamos na violência por causa disso.
O outro mito é aquele em que o anarquismo é caos, e
é usado por políticos, governos e na mídia que
diz: se não houver nenhum governo, haverá caos. Mas
sempre que você procura saber sobre a sociedade de hoje logo vem
à conclusão que talvez nós já estejamos
vivendo um caos. Milhares de pessoas estão morrendo de fome ao
redor do mundo, contudo, milhões de dólares são
diariamente gastos em usinas nucleares que têm o potencial de
destruir nós e todo o mundo afora.
Você poderia perguntar por que isto é assim? Nós dizemos que há uma grande razão - LUCRO! No momento nós vivemos numa sociedade na qual há duas classes principais - os ricos e os trabalhadores. Os ricos possuem as fábricas, bancos, fazem compras, etc. Os Trabalhadores não.Tudo que eles têm é o suor que usam para ganhar sua vida. São compelidos aos trabalhadores a vender o seu suor aos ricos por um salário. O patrão está interessado em usurpar com muito trabalho do trabalhador para que com pouco empreendimento seja possível poder manter altos lucros. Assim, quanto mais trabalham, menos ganham e mais os patrões enriquecem. Os interesses deles estão em total oposição um ao outro.
A produção não está baseado nas
necessidades das pessoas. Produção é para lucro.
Então, embora haja muita comida no mundo para alimentar todos,
as pessoas passam fome porque os lucros vêm primeiro. Este
é capitalismo!
Início
Há
outras classes na sociedade com semelhante ego - empregadores e os
pequenos fazendeiros - mas fundamentalmente há os trabalhadores
e patrões cujos interesses estão em
oposição a um ao outro. Para as necessidades dos
trabalhadores serem completamente satisfeitas, nós temos que
adquirir primeiramente liberdade dos patrões. Mas esta
não é nenhuma tarefa fácil. Os patrões
são organizados. Eles têm a mídia do lado deles.
Eles também têm o Estado e a força do
exército e da polícia que estão dos seus lados.
Nós só temos que olhar a greve dos mineiros de 1984 na
Inglaterra e ver como podem ser usadas as forças do estado
contra a classe trabalhadora.
O estado (i.é. governos, exércitos, tribunais, polícia, etc.) é um resultado direto do fato que nós vivemos em uma sociedade de classe. Uma sociedade onde só 7% das pessoas possuem 84% da riqueza (na Irlanda).
O estado está lá para proteger os interesses desta minoria, se não através de persuasão, então pela força. São feitas leis não para nos proteger, mas proteger esses e sua propriedade.
Compare isto com o tratamento empregado nas multinacional que
puderam tirar 500M em lucros do imposto rural livre, sem que o governo
soubesse nada. Se você pensa que o estado está lá
para protege-lo, pense no fato que os trabalhadores pagam 88% de todos
os impostos de renda enquanto o resto - os fazendeiros, multinacional e
nacional pagam só 12% entre eles. (na Irlanda - 1984)
Início
Eleições: Números Num Pedaço de Papel
Nós somos conduzidos a acreditar que o estado é feito para nossos interesses. Nós não temos eleições para assegurar que qualquer governo que não trabalhe possa ser conduzido a outro que trabalhe. Democracia está em números num pedaço de papel de quatro em quatro anos. Nós somos determinados a uma escolha entre partidos e concordamos com todo o sistema que está ai e passamos a decisão para uma minúscula minoria dirigir o país.
Pessoas dizem freqüentemente que se nós (anarquistas) realmente quiser mudar as coisas, que nós deveríamos recorrer as eleições. Dê uma olhada nesta idéia e fica claro que isso não pode ser feito se nós quisermos o verdadeiro anarquismo.
Fazendo propaganda eleitoral inevitavelmente conduziria os
revolucionários a abandonarem os seus princípios. Em
primeiro lugar, eles não passarão para as pessoas uma
mensagem socialista clara. Eles farão tudo que é popular
para assegurar que eles sejam eleitos. Isto seria mais importante para
eles do que educar as pessoas sobre o significado do socialismo. Estes
meios também fazem que eles olhem as massas de eleitores como
meros espectadores. As pessoas são vistas como eleitores,
não como pessoas que podem ser envolvidas de fato na
política, e assim, proporcionar o anarquismo. Nós
não aceitamos que deveríamos entregar o funcionamento de
nossas vidas a 160 pessoas estranhas que não são
responsáveis e podem fazer tudo basicamente que eles gostam.
Início
Pode o Anarquismo Passar Pelo Parlamento?
Há outra razão porque nós não aceitamos nenhuma eleição. Socialismo não pode passar pelo Parlamento. Se nós olhamos uma nação igual ao Chile, nós podemos ver porque. Em 1973 as pessoas elegeram um governo socialista moderado conduzido pelo presidente Allende. Ele foi democraticamente eleito governante e derrubado pela CIA que apoiou um súbito golpe militar. Seguiu a repressão na qual o movimento dos trabalhadores foi embriagado e milhares de militantes perderam suas vidas.
Isto aconteceu por duas razões. Os socialistas chilenos não entenderam aquela realidade de poder que não está no parlamento mas no "Loby" das multinacionais. São esses que têm o dinheiro que celebram real poder. Socialismo não passa por eleger os socialistas para Parlamento, mas pela ação direta dos trabalhadores que leva ao controle das fábricas e da terra. Para nós, socialismo deve vir de baixo, não do topo.
Este ponto não é compreendido pelas assim chamadas partidos socialistas da Europa que estavam no governo no momento. Nos anos 80 a França, Espanha e Grécia são levadas aos governos ditos "socialistas" trabalhando abaixo dos padrões viventes no local porque bancos internacionais querem empréstimos reembolsados e multinacionais querem manter lucros.
A segunda razão é que os chilenos não esmagaram
o estado mas tentou captura-lo pacificamente. Nós temos que
entender que o exército e polícia são contra
nós. Eles existem para proteger a riqueza da classe governante.
Fazer uma revolução será necessário usar
violência, não porque nós acreditamos em
violência só por isso, mas porque nós reconhecemos
que a classe governante não deixará sua riqueza sem
lutar. Allende recusou armar os trabalhadores e assim tornou muito mais
fácil o trabalho do exército e dos militares.
Início
No momento em que nascemos nós somos ensinados a deixar o controle de nossas vidas a esses mais capazes - que nós temos que pôr nossa fé e lealdade para o governo organizar nossas vidas. Na escola, nos documentos e na televisão a classe de trabalhadora é retratada como ovelha que precisa ser conduzida e governada. Até mesmo nas uniões, a organização de classe dos trabalhadores, desencorajam os trabalhadores de tomar qualquer iniciativa por eles.
Porém, os capitalistas, na pressa furiosa de lucros são forçados a persistir no pagamento de trabalhadores a condições de mais baixo nível possível. Em tempos de recessão a competição entre os capitalistas aumentam, e se os lucros são mantidos, os capitalistas discutem com os trabalhadores que tem que aceitar cortes no pagamento e suas condições. É quando os trabalhadores são forçados a entrar em conflito com seus patrões, quando eles vão à greve, ai que eles percebem a própria força.
Sem perdão, toda a produção sofre uma parada. Os patrões não podem manter as fábricas simplesmente por eles. Os trabalhadores que vão à greve começam a confiar na sua própria força coletiva, eles percebem que se é para ganhar, eles têm que aderir junto. Eles se dão conta mais do que podem alcançar e eles se tornam aberto a mais idéias, idéias novas. Isto foi visto na greve de 1984/5 dos mineiros britânicos. Antes da greve, a maioria dos mineiros acreditou que o papel das mulheres estava na casa e em tomar conta das crianças. Mas como a greve começou, as mulheres tomaram a iniciativa e montaram grupos de apoio para ajudar. As mulheres tomaram parte ativamente a cerca de como também elevavam o capital. Enfrentado isso, muitos mineiros mudaram suas idéias machistas. As idéias deles sobre a polícia e os tribunais também mudaram. No conflito, eles perceberam o propósito principal da polícia e dos tribunais era proteger os patrões e esmagar a greve.
Isto não dizer que trabalhadores que vão à
greve partiram com metas socialistas em mente. Porém, quando os
trabalhadores ganham em pão e manteiga', a confiança
deles aumenta, e assim, faz com que a fé na própria
habilidade deles em se organizar aumente. Essa é uma das
razões anarquistas que estão envolvido apoiando greves:
construir os vínculos entre o dia-dia dos trabalhadores na luta
e nossa idéia de uma sociedade verdadeiramente igual.
Início
A nossa política central é a convicção que as pessoas comuns têm que fazer a revolução. Todo "partidário" da classe trabalhadora (trabalhadores, desempregado, donos de casa, etc.) tem um papel para realizar. Só por esta participação nós asseguramos que aquele anarquismo real seja conquistado. Nós acreditamos em uma revolução que surge do fundo e está baseado em conselhos de fábrica e de comunidade. Liberdade não pode ser dada, tem que ser conquistada.
Aí que nós discordamos daquilo que é chamado a "esquerda revolucionária". Enquanto eles dizem que eles concordam com tudo isso, eles ainda possuem a convicção de que um partido é necessário para fazer a revolução para as pessoas. A maioria deles fundam suas idéias em Lenin que acreditou que os trabalhadores só eram capazes de alcançar o que eles chamam de consciência da união dos trabalhadores. De acordo com eles, precisaram de um partido de revolucionários profissionais para fazer e guiar a revolução para os trabalhadores. O resultado deste pensamento pode ser visto claramente na Europa Oriental de hoje. O que nós víamos na Rússia não tem nada a ver com socialismo. Restos de poder nas mãos de uma minúscula elite do partido. O estado é o chefe e os trabalhadores ainda são explorados e é dito o que fazer. Este é capitalismo estatal. Trabalhadores não controlam trabalhadores. Todo o poder é possuído pela burocracia. Uma revolução de trabalhadores será necessária para derrubar esta elite burocrática e trazer a verdadeira liberdade.
Assim, nós dizemos que isso está nas pessoas. Alguns
perguntam se isto é possível? Não seria
caótico? Claro que não. O capitalismo deste momento se
desmoronaria sem o apoio da classe de trabalhadores. Nós fazemos
tudo, nós produzimos toda a riqueza. É possível
organizar a produção de forma que as necessidades de
todos sejam satisfeitas. Também é possível criar
estruturas que permitem a todo mundo participar tomando as
decisões que os afetam.
Início
Com sociedade já conscientizada a organização estaria baseado em conselhos de fábricas e de comunidades. Estes conselhos iriam federar entre si de forma que decisões poderia cobrir grandes áreas. Poderiam ser enviados os delegados de cada área e setores de trabalhadores. Eles seriam muito flexíveis, i.e. se aqueles que votaram não estão contentes com a conduta de seu "representante", eles podem os substituir imediatamente com outra pessoa. Com a tecnologia será muito mais fácil de envolver muitos pessoas tomando decisões rápidas.
Dentro desta sociedade haveria liberdade individual genuína. Indivíduos teriam que contribuir para a sociedade mas seriam livres desde que eles não interfiram na liberdade dos outros. Fundamentalmente nós acreditamos que as pessoas são boas e se elas ganhassem esta liberdade não deixaria isto facilmente ou deixaria isto ser destruído.
Assim, onde encaixa o anarquista dentro de tudo isso? Nós não nos moldamos como os líderes que conhecem tudo. Nós acreditamos que nossas idéias são boas e isto tem um preço árduo. Nós acreditamos que é necessário que quem concorde nos ajude a organizar isto de forma que nossas idéias se esparramará e possa ser entendido há muito mais pessoas. A nós é importante que esses revolucionários ajam em áreas diferentes e é reunido de forma que as experiências possam ser compartilhado e aprendido. Nós acreditamos que hoje em dia a luta ou campanhas é importante para que essa mensagem seja passada a frente e que só uma revolução pode fazer a classe de trabalhadores ter a liberdade para correr atrás de uma sociedade de forma que todas nossas necessidades sejam satisfeitas. Nosso papel é encorajar a iniciativa das pessoas a discutir estruturas que permitem levar essas atividades ao seu local de trabalho ou mesmo na rua.
Nós não acreditamos que uma revolução
pode estar em qualquer canto. Nós acreditamos que isto é
um processo lento durante o qual pode haver saltos enormes adiante.
Entretanto, mais global é o lento processo de propagar
idéias e conquistar a confiança das pessoas para provocar
essas mudanças. Nós aceitamos que reformas a curto prazo
demandas quase toda a parte deste processo. Abaixo um pouco de nossas
idéias em relação a sociedade de hoje.
Início
As Uniões de trabalhadores (sindicatos) são organizações de defesa da classe dos trabalhadores. Isto não são organizações revolucionárias. Hoje a maioria dos sindicatos tornou instituições conservadoras com muita ênfase colocada nos seus funcionários em épocas de crises e também em negociadores. Setores inteiras da burocracia dos sindicatos se tornaram árduas defensoras do atual estado. Dentro dos sindicatos as decisão trocou da das ruas para os burocratas. Com esta distinção se tornou mais isolado o controle das sindicatos e assim mais apática.
Para nós os sindicatos têm que ser feitas em verdadeiras organizações lutadoras que é controlada pelos trabalhadores nas ruas. Nós não acreditamos que se pode mudar as sindicatos usando os trabalhos em tempo integral de funcionários. Nosso papel é encorajar a atividade e a participação de tantos trabalhadores quanto possível. A própria burocracia tem que ficar abaixo disso.
Nós acreditamos em construir uma grau e movimento que abraçariam os trabalhadores de diversos locais e áreas de trabalho. Sua função principal seria transferir solidariedade entre todos os trabalhadores. Apoiaria todas as greves, lutaria por direitos iguais para mulheres e em última instância resistir a qualquer tentativa dos empregadores de nos fazer pagar pelas suas crises.
Nós vemos o movimento organizado como uma área
essencial das atividades para os revolucionários. A
política tem que ser trazida para os locais de trabalho e
sindicatos para nós temos força e podemos infligir real
dano aos empregadores.
Início
O desemprego é sempre um efeito direto de se viver sob o capitalismo. É usado pelos patrões para pagar salários baixos. Há muitas pessoas desempregadas que trabalham por um menor salário. Isto é usado para reprimir e fazer pressões sobre os trabalhadores. A natureza caótica também conduz a uma crise regular que causa um volumoso desemprego.
O desemprego não acabará enquanto o sistema capitalista existir, mas há demandas imediatas que podem ser avançadas. Deveriam ser ocupados qualquer local de trabalho ameaçado de fechamento. Os trabalhadores deveriam exigir seu emprego se uma empresa passar para um novo dono ou através de nacionalizações (Como as empresas nacionalizadas em Cuba ou na Rússia). Nós acreditamos que faz pequena diferença porque, para nós, nacionalização não é uma panacéia. E não é nenhuma garantia de melhor salário ou segurança de trabalho e não nos traz qualquer mais idéia de socialismo. Não há nenhuma diferença essencial entre um chefe que é criado numa empresa estatal e um que é empregador privado. Nós também exigimos uma menor carga horária semanal de trabalho, o fim para as horas extras e o fim para todas as negociações de produtividade. Os salários básicos deveriam ser altos o bastante de forma que os trabalhadores não precisariam fazer hora extras.
Nós acreditamos que o desempregado não deveria aceitar
nenhuma responsabilidade pela situação. Os
salários
deveriam ser aumentados substancialmente. Onde possível, o
desempregado deveria se organizar para defender os seus direitos e unir
com um movimento de sindicato mais amplo (nacional e internacional).
Início
Nós acreditamos que as mulheres são oprimidas pelo seu sexo. Lhes negam direitos iguais, como o direito para controlar sua própria fertilidade e o direito de trabalhar, e assim não podem participar completamente da sociedade. Elas tem sido nomeadas para o papel de cozinheiras e tomar conta de crianças, o seu lugar é em casa.
Nós acreditamos que a raiz da opressão das mulheres está na divisão da sociedade em classes, e as relações econômicas e sociais que foram criadas. Assim, acreditamos que para as mulheres realmente se livrarem nós temos que esmagar o capitalismo e construir uma sociedade baseado no anarquismo. Nós discordamos das feministas que pensam que tudo se tem que fazer para as mulheres alcançar a igualdade é se tornarem patrões e políticas. Nós queremos destruir as estruturas de poder existentes. Nós também discordamos dessas que pensam que os homens são a causa das opressões das mulheres. Nós não negamos que os homens ganhem com isto, mas nós identificamos a fonte desta opressão como o sistema de classe, não os homens individuais.
A opressão de mulheres não é puramente uma luta das mulheres, porque isto é um assunto de classe, mas nós asseguramos que as mulheres têm o direito de se organizar separadamente porque são elas que sofrem a opressão. Acreditamos, entretanto, que as prioridades do movimento da mulher refletem o fato que em grande parte consiste de mulheres da classe média descompromissada com a total transformação social. Nós acreditamos que essa luta tem que ficar mais pertinente às mulheres da classe trabalhadora. Nossas prioridades são esses assuntos que imediatamente afetam milhares de mulheres da classe trabalhadora por exemplo: trabalhadoras em geral, babá, donas-de-casas, etc.
Nós acreditamos no direito das mulheres para controlar sua própria fertilidade. As mulheres devem ser livres, decidir ter ou não ter filho, quantos e quando. Assim nós acreditamos no direito de se livrar da exigência da contracepção e aborto.
Para estas exigências conquistar tantas mulheres da classe
trabalhadora quanto possível devemos criar confiança e
derrotar o isolamento que vem de dentro de casa. Assim, em campanhas,
conquistar estas demandas. Nossa ênfase está em construir
nos locais de trabalho e nas propriedades onde as mulheres são
diretamente afetadas.
Início
Você provavelmente concorda que o que você leu são idéias muito boas. Você provavelmente aceita que as riquezas deveriam ser igualmente distribuídas na nossa sociedade e também que todas as pessoas deveriam ter direitos a dizer o que querem sobre suas vidas.
Como a maioria das pessoas que ouvem falar sobre o Anarquismo, você acredita que são boas idéias mas infelizmente nunca funcionaria. As pessoas são naturalmente avaras e egoístas, se não houvesse nenhum governo para cuidar de nossos interesses haveria um completo caos.
Já declaramos acreditarmos que o capitalismo que é um
caos. Não fez e nunca pode satisfazer as necessidades das
pessoas. Por outro lado, uma sociedade pode girar em torno das pessoas
que realmente produzem. Este tipo de sociedade não é mito
teórico que nós sonhamos. Em várias fases de nossa
história se tornou uma realidade. As pessoas trabalhando levaram
os seus destinos com suas próprias mãos e fizeram
"sucesso" disso. Longe do fato das pessoas serem naturalmente avaro e
egoísta estas experiências mostra que as pessoas podem
cooperar e podem agir em um espírito de ajuda mútua.
Início
Como Anarquistas nós buscamos nossa tradição no
passado nas primeiras Associações Internacionais de
Homens
trabalhadores onde os Anarquistas formaram uma tendência distinta
influenciada principalmente pelas idéias de Michael Bakunin.
Desde então, Anarquismo sempre esteve profundamente arraigado
nas classes trabalhadores. Ao contrário das
convicções Anarquistas populares nós não
perdemos nosso tempo atrás de cadeiras. Para a maioria suas
atividade significa trazer suas política de ação
nas lutas diárias das fábricas, os escritórios e
as comunidades. Os Anarquistas estão envolvidos em todas as
principais revoluções modernas. Lá eles foram
discutindo e lutando pelos direitos e necessidades das pessoas
trabalhadoras da sociedade ao invés de serem como os
engravatados: chamados partido socialista ou elite burocrática.
Início
Nós dizemos aos trabalhadores russos, camponeses, soldados, revolucionários: acima de tudo continua a revolução. Continue se organizando solidamente e unir novamente suas organizações: suas comunidades, seus comitês, suas assembléias. Continue, com dureza e perseverança, sempre e em todos lugares participar mais extensivamente e mais efetivamente na vida econômica do país, continue levando com suas mãos que são as mãos de sua organização, todas as matérias-primas e todos os instrumentos indispensável para seu trabalho. Continue a revolução. Não vacile em enfrentar a solução das ardentes perguntas do presente. Crie a organização necessária em todos os lugares para alcançar estas soluções. Camponeses, leve a terra e ponha à disposição de seus comitês. Trabalhadores, proceda pôr nas mãos e à disposição de suas próprias organizações social - em todos lugares no mesmo lugar - as minas e o subsolo, os empreendimentos e os estabelecimentos de todos os tipos, os trabalhos e as fábricas, os seminários e as máquinas. Golos Truda, Anarco-Sindicalista Russo, 25 de agosto de 1917.
A Revolução russa era verdadeiramente um ponto decisivo na história moderna. Pela primeira vez os trabalhadores tomaram o controle e firmaram o seus direitos para mudar a sociedade. No momento da revolução havia aproximadamente 10.000 Anarquistas ativos na Rússia, não só no movimento da Ucrânia conduzido por Nestor Makhno. Havia pelo menos quatro Anarquistas no dominado Comitê Revolucionário do Exército bolchevique que organizou o ataque ao poder em outubro. Mais importante, os Anarquistas eram envolvidos nos Comitês de Fábrica que tinham passado acima depois da Revolução de fevereiro. Estes eram baseados nos locais de trabalho, elegido por assembléias massissas de trabalhadores e determinado a vigiar o funcionamento da fábrica e interligado com outro local de trabalho na mesma indústria ou região.
Anarquistas eram particularmente influentes entre os mineiros, doqueiros, trabalhadores dos correios, os padeiros e uma parte importante em todas Conferência de Comitês de Fábrica da Rússia que se reuniam em Petrogrado na véspera da Revolução de outubro.
Era a estes comitês de fábrica que os Anarquistas viam como a base para uma nova administração que seria introduzido depois da revolução. Eles resistiram a todos os esforços que tentaram minar os Comitês e seu poder de força.
Os Anarquistas tinham cooperado com os bolcheviques diminuindo
o
poder da classe governante e tinham acreditado que uma vez dominado o
poder poderia expandir mais suas idéias. Não precisava de
muita visão para perceber que a real intenção dos
bolcheviques era manter um poder central. O conceito deles de
socialismo não lhes permitiam confiar na habilidade das pessoas
para mover a sociedade nos seus próprios interesses. Foi
arrancado o poder dos Comitês de Fábrica e foi colocado
nas mãos de pessoas controladas pelos bolcheviques.
Primeiramente eles foram sujeitados ao controle pelo dominado sindicato
bolchevique. Estes sindicatos foram postos sob o dedo do estado que era
totalmente dominado pelos bolcheviques. Uma vez a utilidade dos
Anarquistas para eles tinha terminado, os bolcheviques queriam
assegurar que eles fossem suprimidos. O papel deles estava terminado e
muitos dos ativistas foram presos.
Início
A influência anarquista aqui era diretamente dominante até 1921. Um exército insurgente conduzido por Nestor Makhno representou um papel central derrotando o governo local - forças revolucionárias e os numerosos exércitos de intervenção estrangeira. O Exército Vermelho conduzido por Trotsky assinou um tratado de cooperação e Lenin dizia fazer da Ucrânia uma experiência construindo uma sociedade anarquista. Os Makhnovistas foram como heróis da revolução pela imprensa bolchevique.
Porém assim que a ameaça de invasão tivesse
sido superada, as liderança bolchevique rasgaram o tratado e
declararam guerra aos Anarquistas como se eles fossem um
exército de reacionários. Esta punhalada pelas costa que
conduziu à destruição da força Makhnovista
às mãos do mesmo Exército Vermelho, atacou a base
naval a Kronstadt e assassinou os revolucionários que tinham
estado na vanguarda da luta contra o Czar e o Governo Provisional. O
crime deles foi resistir à nova elite, dar poder aos
trabalhadores e liberdade para todas as organizações
revolucionárias.
Início
As realizações do Makhnovistas não eram só militares. Como o exército deles se moveu pela Ucrânia eles encorajaram e ajudaram a colocação de coletivos entre camponeses e trabalhadores das fazendas. Freqüentemente isto teve que ficar em segundo lugar à necessidade lutar e derrotar os variados exércitos estrangeiros de ocupação. O que era importante era o que foi demonstrado. Até mesmo nas condições de guerra e invasão, que a produção poderia ser organizada para beneficiar a todos em vez de encher os bolsos de alguns.
A experiência russa também nos mostra que não
podemos confiar em falsos socialistas e em seus partidos. Se socialismo
é triunfar. O poder tem que ficar com quem produz a riqueza da
sociedade. Nenhuma partido, não importa quão bem
intencionado, pode entregar o socialismo num prato. Os trabalhadores
têm que deter o poder e têm que construir uma nova ordem.
Início
De todos os países ocidentais é a Espanha onde a influência Anarquista predominou. Introduzido no último século, rapidamente se esparramou ao longo do país. Isto conduziu à formação da União Anarquista C.N.T. (Confederação Nacional dos Trabalhadores) em 1911. Nesses anos até o começo da guerra civil espanhola em 1936 a CNT teve mais de dois milhões de sócios. Era o principal sindicato na maioria das áreas industrializadas, especialmente na Catalunha e na sua capital Barcelona. Também teve uma grande base entre os trabalhadores e pequenos camponeses na maioria das províncias.
A CNT era uma união revolucionária de trabalhadores (normalmente apresentava como Sindicalista ou Anarco-Sindicalista). Seu papel era dobrado. Primeiramente lutar para melhorar as condições dos trabalhadores e secundariamente organizar a subversão do capitalismo. Suas convicções foram traduzidas em ação a cada oportunidade e esta tradição dos militante atraiu centenas de milhares de trabalhadores.
A CNT se organizou-se nos locais de trabalho. Cada categoria se uniram em uma federação com outro categoria na sua região para formar um comitê regional. Estes comitês regionais foram federados então em uma base nacional e foram formados um comitê nacional. Dentro de cada indústria particular havia também uma federação regional e nacional.
As assembléias de trabalhadores eram o coração da CNT. Estas tomaram as decisões e elegiam os delegados a nível regional e nacional. Todos os delegados poderiam ser recordados e substituídos pela assembléia se os sócios não estivessem satisfeitos com a sua conduta. Assim, nenhuma decisão poderia ser tomada sem consultar os sócios. Não havia nenhum burocrata de tempo integral trabalhando no sindicato além do controle dos trabalhadores.
O número de funcionários de tempo integral era
mínimo. Eles eram elegidos para períodos especificados
depois dos quais eles deveriam voltar ao trabalho anterior. A todo
momento eles estavam sujeito ao controle dos sindicalizados. A
experiência e organização da CNT nos mostra que ao
contrário dos Anarquistas de convicção populares
não é anti-organização. O Anarquismo real
é altamente organizado e permite a participação de
todos. É contra a centralização. O que é
importante é que esses ao centro são móveis e
diretamente responsável, são eleitos para nos
representar.
Início
A guerra civil começou com a tentativa de um golpe súbito dos fascistas que segue a vitória da Frente Popular (uma aliança de liberal, república, socialista, e partidos stalinistas) nas eleições 1936. Em resposta ao golpe súbito os trabalhadores se mobilizaram para derrotar o fascismo. Milícias populares foram formadas pelas sindicatos e os trabalhadoras ocuparam as fábricas. Camponeses assumiram a terra que tinha sido abandonado pelos proprietários. Isto marcou o começo da revolução para os Anarquistas. Eles acreditaram que a guerra civil deveria não ser uma briga só contra o fascismo mas também contra o sistema capitalista que tinha primeiro fabricado o fascismo. Assim, eles optaram em ocupar as fábricas e ranchos e converter o controle para os trabalhadores.
Nas zonas controladas pelos trabalhadores Anarquistas a auto-organização se tornou uma realidade. Na Catalunha havia pelo menos 2.000 coletivos industriais e comércios. Pelo menos 60% da agricultura da Espanha (aquela parte controlada pelas forças anti-fascista inclusive os Anarquistas) foram coletivizadas.
Nos conselhos de trabalhadores ou comitês, elegidos por assembléias de trabalhadores, e representando todos os setores de um empreendimento, era determinado a tarefa de administrar a fábrica coletivizada. Foram representados empreendimentos coletivizados em cada setor da indústria em uma Federação Econômica. Isto foi ampliado por um Conselho Geral Industrial que controlaria de perto toda a indústria.
Aqui há uma descrição da organização de gás, eletricidade e água de Barcelona: Cada tipo de trabalho (por exemplo ajustadores ) constituía uma seção que consiste em pelo menos quinze trabalhadores Onde eles não eram os números suficientes para fazer isto, os trabalhadores de diferentes comércios conseguiam juntos constituir uma seção geral. Cada seção nomeia duas (dois) delegadas que são escolhidos por assembléias dos trabalhadores. Um dos delegados será de um "técnico calibrador" e participará no comitê dos trabalhadores. O outro será atribuído a administração dos trabalhos da seção.
A edificação do comitê ou planta vem logo. É nomeado pelos delegados das seções e consiste de um técnico, trabalhador manual e um administrador. O trabalhador manual tem que resolver dificuldades que poderiam surgir entre seções diferentes. Ele ou ela recebe sugestões dos trabalhadores nos diferentes comércios e as seções o da, ou o diário dele(a) faz o relatório do progresso do trabalho. Periodicamente o delegado chama as seções a reuniões gerais. A estas propostas e iniciativas que são provavelmente para melhorar a produção e produtividade é estudada, como também para melhorar a situação dos trabalhadores. Uma cópia da deliberação é enviada ao Conselho da Indústria.
Os delegados com funções administrativas supervisionam a chegada e armazenamento do materiais, registram detalhes de exigências com contabilidade para materiais e reserva, e mantém o olho vivo no na relação renda e despesa. Ele ou ela cuida também das correspondências e é sua responsabilidade ver se o balancete e relatórios que se dirigiram ao Conselho da Indústria está preparado.
O delegado com funções técnicas supervisiona as atividades da sua seção, e usa todo empenho para aumentar a produtividade. Para iluminar o fardo dos trabalhadores introduzindo novos métodos. Ao ápice há os Conselhos de Indústria. Um para cada gás, eletricidade e água, Cada um está composto de oito delegados, quatro da U.G.T. (união de comércio socialista) e quatro do C.N.T. Estes são feitos pelo Conselho Geral das três indústrias que também são feitas acima por oito delegados tirado igualmente das duas uniões.
Estas Conselho coordena atividades das três
indústrias; afina a produção e
distribuição de matérias-primas do ponto de vista
regional, nacional e internacional; modifica preços; organiza
administração geral; realmente leva e usa todas as
iniciativas útil para produção e as necessidades
dos trabalhadores. Enquanto isso era obrigado a submeter suas
atividades
ao escrutínio de assembléias de união locais e
regionais a toda hora.
Este informe foi mandado aos Coletivos na Revolução
espanhola por Gaston Leval.
Início
As realizações da coletividade em Barcelona eram muitas. Tome os bondes por exemplo. Dos 7,000 trabalhadores 6,500 eram os sócios do CNT. Por causa das batalhas de rua todo o transporte tinha sido parado. O sindicato dos transportes (Era conhecido como uniões da CNT) designou uma comissão de sete para ocupar os escritórios administrativos enquanto outros inspecionaram os trilhos e prepararam um plano de trabalho de conserto que necessitava de ser feito. Cinco dias depois de lutas pararam 700 bonde, em vez dos habituais 600, tudo pintado nas cores preto e vermelho da CNT, estava circulando nas ruas de Barcelona.
Com o tantos lucros, os bonde tinham pertencido a uma companhia belga antes dos trabalhadores assumirem, a segurança foi melhorada e o número de acidentes estava reduzido. Foram abaixadas tarifas e os serviços melhoraram. Em 1936, foram levados 183.543.516 passageiros. Em 1937 isto tinha ido para 50 milhões. Os bondes estavam correndo tão eficazmente que os trabalhadores puderam dar dinheiro a outras seções de transporte urbano. Foram igualados os salários para todos os trabalhadores. Pela primeira vez foi provido cuidado médico gratuito para os trabalhadores.
Como o serviço ficou mais eficiente, os trabalhadores tiveram
tempo para produzir foguetes e bombas para ajudar na guerra. Eles
faziam
hora extra e aos domingos faziam parte da luta anti-fascista. Podemos
sublinhar o fato de que haviam se libertado dos chefes e das regras, o
que implicaria, nos três anos de coletividade, em só seis
casos de trabalhadores que roubam no serviço.
Início
A zona rural também foi coletivizada. Em Aragon, que estava perto da linha de frente da guerra, levou raiz e se esparramou como fogo na selva. Em fevereiro de 1937 havia 275 coletivos que somam 80.000 membros. Três meses depois havia 450 coletivos com 180.000membros. Freqüentemente os camponeses e trabalhadores das fazendas iam mais adiante que suas contrapartes nas cidades. Não era só a produção coletivizada mas o consumo nas áreas rural também era. Em muitas destas áreas o dinheiro foi abolido.
As grandes propriedades foram assumidas pelos pequenos produtores. Eles também reuniram suas terras de forma que isto poderiam ser trabalhado mais eficazmente pelo uso de maquinaria. Os coletivos eram baseados ao redor das aldeias e se federaram em uma base regional
Normalmente a decisão para coletivizar era tomada em uma assembléia (uma reunião de toda a aldeia). Isto significou entregar a terra, gado, ferramentas, semeia, ações de trigo e outro produto. A terra foi dividida então em setores cada um dos quais foram nomeados a um grupo de trabalho de cerca de uma dúzia que elegeu o seu próprio delegado. A produto entrou para consumo comunal. Cada um produziria de acordo com sua habilidade, cada um consumiria de acordo com as suas necessidade.
A coletividade não se aplicou só à terra. Nos seminários das aldeias era estabelecido que as pessoas de todo o comercio local produziriam ferramentas, mobília, etc. para a aldeia e também levar a cabo consertos para as casas de coletivistas. Padarias, açougues, os barbeiros e assim por diante também foram coletivizado.
O lote dos trabalhadores rurais e camponeses foi melhorado
pela
introdução de maquinaria. Os padrões de vida
subiram, nas palavras de um coletivista aqueles que tiveram menos,
agora comeram mais e melhor. A educação se tornou uma
preocupação central e as crianças jovens que nunca
tinham sido educadas eram determinadas a educação negada
a eles pelos proprietários do sistema.
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Os lucros também eram criados pelas mulheres. Em relação ao papel delas durante a guerra civil os observadores mostraram que elas entraram por completo na resistência anti-fascista. Elas estavam presentes em todos lugares - nos comitês, nas milícias, na linha de frente. Nas batalhas de guerra as mulheres lutaram lado a lado dos homens. Isto não era somente um caso de mulheres que preenchiam lugares de homens que estavam fora da batalha. Elas estavam nas milícias e lutaram ao lado dos homens. Elas organizavam os coletivos e levavam a briga contra as atitudes machistas do passado que não tem nenhum lugar em qualquer revolução real.
A organização das mulheres Anarquistas, Mulheres Libres, teve 30.000 membros. Isto tinha sido ativo antes da guerra civil organizando as mulheres trabalhadoras, as informação e distribuindo contraceptivos. Durante a guerra o aborto foi legalizado na zona republicana. Foram abertos centros para mulheres, incluindo mães solteiras e prostitutas. Em todos os casos havia mudanças em relação as atitudes para com as mulheres. Um participante mulher na guerra civil disse que estava como os irmãos e irmãs. Sempre havia me incomodado que os homens neste país não consideraram as mulheres como seres com direitos humanos. Mas agora havia tido uma grande mudança. Eu acredito que isto surgiu espontaneamente por causa do movimento revolucionário, citouMargorita Balaguer em Sangue da Espanha. Ronald Fraser, página 287.
Este tipo de coisa é comum para a maioria das
situações revolucionárias. Quando as pessoas
começam a se livrar as velhas idéias e começa
criando uma sociedade nova as suas visões sobre muitas coisas
mudam. Isto não é, entretanto, inevitável e
não nega a necessidade de propaganda e atividade contra sexismo,
não só na sociedade como um todo, mas também
dentro do próprio movimento revolucionário.
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Este informe sobre a coletividade é, necessariamente, um resumo. O ponto principal que é dado é que a condição de direito mútuo ajuda, e a cooperação florescerá - Problemas surgiram na Espanha como é inevitável. Os Anarquistas cometeram erros. Em nossa opinião eles vacilaram levando a cabo os programas - em vez de guardar forças e fazer uma atração direta para os trabalhadores e levar o controle da economia e do social, eles colaboraram com a Frente Popular e acabaram se unindo com o governo.
Eles também foram atacados pelo partido comunista que
preferiu ser derrotado pelo fascistas que a vitória do
anarquismo. Os comunistas foram amarrados às necessidades da
política externa de Stalin a qual não significou nenhuma
perturbação aos poderes Ocidentais. Para eles a
restauração da ordem capitalista era preferível a
ver a classe trabalhadora derrubando o poder. E isso deveria vir como
nenhuma surpresa de como o sistema Stalinista na Rússia foi nada
mais que outra forma de capitalismo.
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A História não é neutra. O que nós aprendemos na escola é a necessidade de governo, regras e capitalismo. O que nós não aprendemos é que muitas vezes tem que ser mostrado que este governo não é necessário. As pessoas não são naturalmente ruins. Dado as certas condições um espírito de ajuda mútua e cooperação pode se cultivar. As pessoas não são naturalmente más e ambiciosas.
As condições econômicas determinam o comportamento das pessoas. Como nós agimos está relacionado à estrutura de sociedade e ao sistema de valor dominante dentro dele. Quando as estruturas são mudadas e a opressão e exploração está acabando com a bondade que está em a maioria de nós passa por maio e floresce como fizeram quando os trabalhadores pararam com os reinados na Rússia e Espanha. A experiência da autogestão não é limitada e estes países é algo que foi visto na maioria dos países em alguma fase.
O que os Anarquistas estão dizendo não são só idéias agradáveis. A história mostra para nós que estas idéias podem funcionar. Uma nova sociedade pode ser criada com @s trabalhador@s gerenciando. Mas isso não acontecerá espontaneamente - Nós temos que nos organiza.
Isso é por que nós precisamos de organizações revolucionárias. Uma organização que reúne todos esses combativos para a autogestão. Uma organização que nos de a chance de trocar idéias e experiências, e aprender com as lições da história. Uma organização que nos permite lutar juntos para uma nova sociedade.
Nós não precisamos de um grupo de líderes e
seus seguidores passivos. Nós precisamos de um
organização que trabalha para mobilizar a massa de
pessoas comuns no processo de fabricar a revolução. Se
você gostou do que você leu, você deveria
começar trabalhando para construir a tal
organização (seja uma associação de
estudantes, bairros, trabalhadores, sindicatos não
institucionalizados dos seus excluídos, grupos de
marginalizados, prostitutas, gays, lésbicas, tudo).
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Baseado no folheto "Anarquismo e Irlanda" publicado pelo Movimento de Trabalhadores Solidariedade, PO Box 1528, Dublin 8, Irlanda. Sinta-se a vontade para comentários.